[CASAMENTO] GRATIDÃO: A CHAVE PARA RENOVAR O CASAMENTO

Precisamos ter certa delicadeza para lidar com sentimentos, especialmente as mulheres. Sem perceber, os casais tendem a cair numa rotina que faz com que cada um não veja as qualidades do outro e nem sinta gratidão pelo companheiro que Deus lhe ofereceu para partilhar sua vida. Alguns acabam nem notando mais a pessoa que tem ao lado: criam um hábito, um costume, que os levam a não agradecer mais nada. Isso é bastante perigoso.

A rotina corrói qualquer relacionamento, fazendo o casal entrar numa fase em que não se pode dizer que está tudo mal, mas também não se
pode afirmar que está tudo bem. É a fase do “tanto faz, tudo bem”, como dizia um casal que conheço há alguns anos.

Quando perguntei como era o casamento para eles, me responderam exatamente assim: “Ah! Acho que tudo bem… Estamos há quase vinte
anos juntos, já é a fase do ‘tanto faz, tudo bem’”. Então, perguntei o que isso significava, pois não havia entendido de imediato. Ao ouvi-los, senti que se tratava da perigosa fase da acomodação, em que já nem notamos mais as qualidades do(a) companheiro(a). É fase de indiferença, que é o oposto da gratidão. Isso é um perigo, pois deixa um casamento a um fio! Percebi que eles não tinham mais expectativas ou objetivos com relação ao outro. Não esperavam mais nada um do outro, mal dialogavam. E ainda diziam que estavam “bem”.

Certa vez, eles participaram de um grupo de casais que acompanhei, e senti que algo mudou entre eles. O marido relatou depois do término do curso:
“A palavra-chave que nos tocou nas aulas para casais com o professor Sakamoto foi RENOVAÇÃO. Sentimos que em nosso casamento faltava
renovação de sentimentos. O professor Sakamoto nos dava tarefas para praticarmos durante uma semana (até a próxima aula) e, no  empenho de realizarmos as tarefas, fomos obtendo bons resultados e percebendo mais um ao outro. Vivíamos a fase do ‘tanto faz, fica do jeito que está’. Não ligávamos mais para a forma como fazíamos as coisas. Eu nem percebia o que ela cozinhava, se era bom ou ruim. Ela, também, cozinhava por cozinhar, nem se preocupava com o que preparar ou para quem. Se ela cozinhava, estava bom; se não cozinhava, estava bom também, comprávamos algo e comíamos do mesmo jeito. Em tudo estávamos assim: o que um fazia, o outro nem se incomodava. Nem nos atentávamos se havia ou não pontos para agradecermos e amarmos um ao outro.
Somos casados há muitos anos e sempre houve amor entre nós, mas a rotina nos levou a acomodações realmente perigosas, que nos fizeram parar de crescer, de evoluir. Gratidão era algo que não pensávamos em relação ao outro. E, quando isso acontece, creio que se trilha um caminho perigoso.
No curso para casais, o professor Sakamoto me perguntou:
– Você agradece sua esposa pela comida que ela prepara pra você, por
cuidar de suas roupas e dos seus filhos?
– Eu, não – respondi.
– O que você faz?
– Ah! Eu ajudo em casa de vez em quando.
– Mas não diz ‘obrigado’?
– Não, não tenho o que agradecer. Ela só faz a parte dela, e eu a minha. Ela
faz o que é obrigação dela.
– Obrigação? – perguntou-me o professor meio indignado.
– É. – respondi.
Então, o professor foi me explicando sobre o sentimento de gratidão e a necessidade de o manifestarmos através de gestos e palavras no
relacionamento, para darmos vida à nossa companheira e a fazermos feliz. E foi me mostrando que ela não cuidava de mim e das minhas coisas por obrigação, mas sim por amor. Mesmo vivendo do jeito do ‘tanto faz’, eu é que acabei gerando a rotina, não valorizando o trabalho e menos ainda a esposa que tinha.
Passei a agradecer de coração cada coisa que ela me fazia: se ela me servisse um café, eu dizia ‘muito obrigado’ de coração; se preparava minhas refeições, agradecia. A cada roupa lavada e passada, eu dizia ‘obrigado’. Para tudo dizia a ela ‘muito obrigado’, com todo sentimento.
Esse pequeno gesto transformou nossa vida e nosso casamento. Ela, que sempre foi uma boa esposa, tornou-se excelente, pois se sentiu valorizada e, em retribuição, passou a fazer tudo com muito mais amor para me oferecer. Nosso relacionamento mudou totalmente.
Um gesto tão simples renovou todo nosso casamento. Percebi que esses gestos pequenos de gratidão é que dão vida e não deixam um casamento entrar na rotina, na fase do ‘tanto faz, tudo bem’. E isso aquece ainda mais o amor.
Minha esposa, percebendo a mudança do meu sentimento em relação a ela, tornou-se mais sensível e feliz, e também passou a me ver de forma diferente.
O professor Koji Sakamoto pediu a ela que escrevesse qualidades minhas numa folha de papel. Ela me contou isso depois do curso e disse: ‘mesmo sabendo que você é uma pessoa cheia de qualidades, à medida que escrevia, fui percebendo o quanto você é um homem especial em minha vida. Depois que anotei suas qualidades, fui valorizando-as mais e mais e agradecendo por tudo. Isso nos uniu mais ainda.’
E assim, aprendemos como se faz para não deixar um relacionamento cair na rotina, agradecendo, renovando os sentimentos com um gesto
aparentemente simples: dizendo ‘muito obrigado’ com todo sentimento, por tudo aquilo que recebemos de nosso(a) companheiro(a). Será que ainda preciso dizer mais alguma coisa?”
Vejam a importância da palavra “obrigado”, principalmente em um casamento. Ela renova sentimentos, valores. E isso vale para qualquer tipo de relacionamento.
É necessário agradecer o tempo todo, por tudo que se recebe do companheiro, e fazer, de vez em quando, a lista das vinte qualidades, para
se lembrar sempre dos pontos positivos do(a) companheiro(a) que está ao seu lado.

 


História extraída do livro “A Felicidade no Casamento está Dentro de Cada Um” e está disponível para compra aqui.

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