[CASAMENTO] DAR VIDA PARA GANHAR VIDA

Para alcançarmos o que quer que seja, precisamos criar condições para merecer. Pedir, mas não fazer nada, é o mesmo que não sair do lugar. Pedir e buscar a mudança interior é o primeiro passo para nossas conquistas. O sucesso é proporcional ao nosso esforço.

Certa época, acompanhei uma jovem casada que sofria de fortes crises de depressão, angústia e medo, diagnosticadas pelos médicos como Síndrome do Pânico. O marido não aguentava mais seu estado, suas crises, seu desinteresse pela casa, por ele, sua indiferença em relação a tudo que lhes dizia respeito. Começou a pensar na separação.

Essa jovem tem uma condição financeira bastante privilegiada: é abençoada por Deus com uma bela casa, um barco confortável para passear nos finais de semana (hobby do marido), carro do ano, viagens nacionais e internacionais frequentes, empregada. Tinha tudo o que qualquer ser humano pudesse sonhar, motivos de sobra para agradecer, mas me disse:
– Trocaria todo dinheiro que tenho, todos os meus pertences, pela felicidade.

Perguntei-lhe:
– O que você faz com as horas do seu dia?

– Eu vou à Igreja e quando chego em casa não tenho disposição sequer para arrumar uma gaveta ou cuidar de uma planta.
Apenas me deito e telefono para algumas pessoas para desabafar um pouco.

Então orientei:
– está na hora de você criar vida. Para se ter vida, é necessário dar vida à própria vida. Você tem tudo, materialmente falando, mas não dá vida a nada.

E continuei:
– A partir de hoje, é você quem cozinhará para seu marido, e coloque muito amor no tempo que você disponibilizará para esta tarefa. Cuide de suas plantas, colocando em cada uma o objetivo de crescer e se tornarem belas. Espalhe arranjos florais por toda sua casa e organize todas as coisas, principalmente as do seu marido. A partir de agora, você fica para segundo plano, coloque a felicidade do seu marido em primeiro lugar.

Ela saiu determinada a praticar. Passados trinta dias, veio me contar o resultado:

– Minha vida mudou como num passe de mágica. No começo, não acreditei muito na força da sua orientação, mas eu não tinha mais nada a perder. E obedeci à risca. Quando dei por mim, minhas hortênsias estavam todas floridas, as samambaias soltaram brotos fortes e bonitos e até a vizinha veio bater à minha porta, perguntando o que eu tinha feito com meus vasos de antúrio que estavam belíssimos. Eu ia dando vida às plantas, às coisas e toda essa vida ia retornando para mim. Até minha cachorrinha, que vivia doente e dormindo como eu, está esperta e feliz.
Eu, como orientador, chego a inflar de tanta alegria ao ouvir alguém transformar sua vida assim, enchê-la com a Luz de Deus, Luz da Verdade. Essa Luz é a verdadeira felicidade, que não reside numa bela casa, no dinheiro, no marido.

Ela é mais sutil, depende do interior de cada ser humano, da prática do altruísmo: dar vida para receber vida.

E seu relato não parou por aí. Ela continuou:
– Fiz uma viagem de 15 dias para Angra dos Reis. Fomos de barco: eu, meu marido e uns amigos. Preparei tortas, bolo de chocolate, carnes frias, pães enrolados, uma série de coisas que meu marido gosta, sempre com o tempero que o senhor me falou: “amor”. Fiquei espantada e até assustada com tantos elogios que recebi dos amigos do meu marido. Cheguei a ficar sem jeito. Eles davam os parabéns ao meu marido pela esposa que tinha, e as esposas vinham pedir-me as receitas. Não houve quem não elogiasse cada coisa que preparei com carinho. Mas fiquei ainda mais emocionada quando meu marido me parabenizou e elogiou-me diante de todos. Nesse gesto, eu entendi a felicidade enorme que existe nas mínimas coisas, até mesmo nos afazeres da casa.

Hoje essa jovem é cheia de vida e tem sempre objetivos:
– Eu coloco minhas metas, mas não fico olhando só até onde eu quero chegar, senão eu desanimo, pois sonho grande. Como o senhor me ensinou, vou sempre analisando o que eu fui e como estou hoje, aí vejo que já mudei bastante e crio ainda mais vida.

O marido dela, espantado e feliz com a mudança positiva, vendo-a cozinhando deliciosamente, arrumando armários, voltando a gostar da casa, perguntou-lhe:
– Você está bem? Está com febre? Está variando das ideias?
Claro que ele, observando a mudança dela, também procurou mudar como marido e alegrá-la ainda mais. E outra difi culdade que ela tinha, devido à Síndrome do Pânico, era dirigir o carro sozinha. Há quatro anos só dirigia até a faculdade, mas nunca à noite e nem em horários de trânsito pesado.

Hoje dirige e faz tudo normalmente.

Dando vida, ganhou vida. Foi assim que essa jovem descobriu a felicidade.

 


História extraída do livro “A Felicidade no Casamento está Dentro de Cada Um” e está disponível para compra aqui.

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