[CASAMENTO] A ROTINA CEGANDO O RELACIONAMENTO

Atentem para o fato de que esposa e marido têm missão a cumprir juntos: construir o Mundo Ideal. Por isso tornam-se marido e mulher.

Certa vez, uma senhora veio falar comigo desesperada, pois, após a morte do marido, apareceram três crianças que diziam ser filhos dele. Há dez anos o marido tinha vida dupla e ela não sabia, nunca percebera nada. Quando ela me contou, fiquei surpreso:
– Será que ele fez tão direito ou será que a senhora não quis perceber?

Na verdade, ela nunca se preocupou com ele. Olhava primeiro para os filhos, depois para a casa e por último o marido. O marido, em vida, existia para ela fisicamente apenas. Isso é um exemplo de atitude acomodada e egoísta, de quem só olha para dentro e não para fora de si.
Há ORDEM nos relacionamentos: em primeiro lugar, para a esposa, deve estar o marido. E para o marido, a esposa deve estar em primeiro lugar, no tocante a relacionamento. Os filhos vêm através do casal, mas têm missões próprias. O casal, não! Tem missão juntos o resto da vida. Filhos não podem estar na frente do nosso(a) companheiro(a).

Lendo essa pequena história e a anterior a essa, podem perceber a dificuldade das pessoas para superarem os entraves interiores (que bloqueiam os relacionamentos) para MUDAREM e, através desta mudança, mudarem seus DESTINOS. E MUDAR vale SEMPRE a pena, como nesta historinha.

Entendam a grandeza de percebermos que TUDO está sempre dentro de nós, basta assumirmos, mudarmos interiormente, crescermos, e tudo muda ao nosso redor.

[CASAMENTO] GRATIDÃO: A CHAVE PARA RENOVAR O CASAMENTO

Precisamos ter certa delicadeza para lidar com sentimentos, especialmente as mulheres. Sem perceber, os casais tendem a cair numa rotina que faz com que cada um não veja as qualidades do outro e nem sinta gratidão pelo companheiro que Deus lhe ofereceu para partilhar sua vida. Alguns acabam nem notando mais a pessoa que tem ao lado: criam um hábito, um costume, que os levam a não agradecer mais nada. Isso é bastante perigoso.

A rotina corrói qualquer relacionamento, fazendo o casal entrar numa fase em que não se pode dizer que está tudo mal, mas também não se
pode afirmar que está tudo bem. É a fase do “tanto faz, tudo bem”, como dizia um casal que conheço há alguns anos.

Quando perguntei como era o casamento para eles, me responderam exatamente assim: “Ah! Acho que tudo bem… Estamos há quase vinte
anos juntos, já é a fase do ‘tanto faz, tudo bem’”. Então, perguntei o que isso significava, pois não havia entendido de imediato. Ao ouvi-los, senti que se tratava da perigosa fase da acomodação, em que já nem notamos mais as qualidades do(a) companheiro(a). É fase de indiferença, que é o oposto da gratidão. Isso é um perigo, pois deixa um casamento a um fio! Percebi que eles não tinham mais expectativas ou objetivos com relação ao outro. Não esperavam mais nada um do outro, mal dialogavam. E ainda diziam que estavam “bem”.

Certa vez, eles participaram de um grupo de casais que acompanhei, e senti que algo mudou entre eles. O marido relatou depois do término do curso:
“A palavra-chave que nos tocou nas aulas para casais com o professor Sakamoto foi RENOVAÇÃO. Sentimos que em nosso casamento faltava
renovação de sentimentos. O professor Sakamoto nos dava tarefas para praticarmos durante uma semana (até a próxima aula) e, no  empenho de realizarmos as tarefas, fomos obtendo bons resultados e percebendo mais um ao outro. Vivíamos a fase do ‘tanto faz, fica do jeito que está’. Não ligávamos mais para a forma como fazíamos as coisas. Eu nem percebia o que ela cozinhava, se era bom ou ruim. Ela, também, cozinhava por cozinhar, nem se preocupava com o que preparar ou para quem. Se ela cozinhava, estava bom; se não cozinhava, estava bom também, comprávamos algo e comíamos do mesmo jeito. Em tudo estávamos assim: o que um fazia, o outro nem se incomodava. Nem nos atentávamos se havia ou não pontos para agradecermos e amarmos um ao outro.
Somos casados há muitos anos e sempre houve amor entre nós, mas a rotina nos levou a acomodações realmente perigosas, que nos fizeram parar de crescer, de evoluir. Gratidão era algo que não pensávamos em relação ao outro. E, quando isso acontece, creio que se trilha um caminho perigoso.
No curso para casais, o professor Sakamoto me perguntou:
– Você agradece sua esposa pela comida que ela prepara pra você, por
cuidar de suas roupas e dos seus filhos?
– Eu, não – respondi.
– O que você faz?
– Ah! Eu ajudo em casa de vez em quando.
– Mas não diz ‘obrigado’?
– Não, não tenho o que agradecer. Ela só faz a parte dela, e eu a minha. Ela
faz o que é obrigação dela.
– Obrigação? – perguntou-me o professor meio indignado.
– É. – respondi.
Então, o professor foi me explicando sobre o sentimento de gratidão e a necessidade de o manifestarmos através de gestos e palavras no
relacionamento, para darmos vida à nossa companheira e a fazermos feliz. E foi me mostrando que ela não cuidava de mim e das minhas coisas por obrigação, mas sim por amor. Mesmo vivendo do jeito do ‘tanto faz’, eu é que acabei gerando a rotina, não valorizando o trabalho e menos ainda a esposa que tinha.
Passei a agradecer de coração cada coisa que ela me fazia: se ela me servisse um café, eu dizia ‘muito obrigado’ de coração; se preparava minhas refeições, agradecia. A cada roupa lavada e passada, eu dizia ‘obrigado’. Para tudo dizia a ela ‘muito obrigado’, com todo sentimento.
Esse pequeno gesto transformou nossa vida e nosso casamento. Ela, que sempre foi uma boa esposa, tornou-se excelente, pois se sentiu valorizada e, em retribuição, passou a fazer tudo com muito mais amor para me oferecer. Nosso relacionamento mudou totalmente.
Um gesto tão simples renovou todo nosso casamento. Percebi que esses gestos pequenos de gratidão é que dão vida e não deixam um casamento entrar na rotina, na fase do ‘tanto faz, tudo bem’. E isso aquece ainda mais o amor.
Minha esposa, percebendo a mudança do meu sentimento em relação a ela, tornou-se mais sensível e feliz, e também passou a me ver de forma diferente.
O professor Koji Sakamoto pediu a ela que escrevesse qualidades minhas numa folha de papel. Ela me contou isso depois do curso e disse: ‘mesmo sabendo que você é uma pessoa cheia de qualidades, à medida que escrevia, fui percebendo o quanto você é um homem especial em minha vida. Depois que anotei suas qualidades, fui valorizando-as mais e mais e agradecendo por tudo. Isso nos uniu mais ainda.’
E assim, aprendemos como se faz para não deixar um relacionamento cair na rotina, agradecendo, renovando os sentimentos com um gesto
aparentemente simples: dizendo ‘muito obrigado’ com todo sentimento, por tudo aquilo que recebemos de nosso(a) companheiro(a). Será que ainda preciso dizer mais alguma coisa?”
Vejam a importância da palavra “obrigado”, principalmente em um casamento. Ela renova sentimentos, valores. E isso vale para qualquer tipo de relacionamento.
É necessário agradecer o tempo todo, por tudo que se recebe do companheiro, e fazer, de vez em quando, a lista das vinte qualidades, para
se lembrar sempre dos pontos positivos do(a) companheiro(a) que está ao seu lado.

 


História extraída do livro “A Felicidade no Casamento está Dentro de Cada Um” e está disponível para compra aqui.

[PESO IDEAL] – DE POUQUINHO EM POUQUINHO TAMBÉM É POSSÍVEL ATINGIR O PESO IDEAL

Como ficou combinado, a partir de agora, nossa relação é de parceria, a minha missão é servir. Colaborando para que consigam colocar em prática as tarefas sugeridas.

É uma relação que passa a ser importante como prática da era do dia, isto é, não forçar, mas despertar na pessoa o desejo de praticar espontaneamente e de maneira prazerosa. Nesta condição poderá contar com as células saudáveis que ganharão mais força para poder ajudar as células gordurosas.

O mais importante é a conscientização de que é possível conseguir o reequilíbrio do peso ideal. Depende exclusivamente de cada um e de um tempo mínimo necessário para alcançar o objetivo.

“O tempo é a solução para quase tudo em nossa vida”. (Mokiti Okada –  Com o tempo nem Deus pode).

Efetuando o cálculo do aumento do peso em determinado período (anos) poderemos concluir que em uma média anual o aumento foi baixo, a soma da quantidade de anos que ocasiona o numero alto e muitas vezes desesperador.

Por exemplo: Uma pessoa que ganhou 30 quilos em 15 anos. Ela teve um aumento anual de 2 quilos e mensal de 0,166 quilos. Será que em um mês ela não consegue perder 0,166 quilos? É totalmente possível e, inclusive, poderá alcançar um índice ainda melhor.

O importante é compreender,  aceitar e partir em busca de um resultado totalmente viável de maneira prazerosa.

No curso presencial que realizo percebi um fato interessante. Após duas semanas da decisão de cada um, todos foram pesados esta semana e apresentaram os seguintes resultados:

Grupo 1: Duas pessoas mantiveram o mesmo peso

Grupo 2: Ganharam peso

Uma ganhou  0,700 kg(meta era perder 0,200 kg) e a outra 0,500 kg(meta era perder 0.066kg);

Grupo 3: Perderam peso. Uma pessoa perdeu 1 kg (meta definida de 0,500 kg) e a outro 0,400 kg.(meta definida de 2,5 kg no mês).

Normalmente, num grupo, estatisticamente acontece:

  • 1/3 não entende direito e não consegue praticar adequadamente
  • 1/3 não entende nada
  • 1/3 entende e consegue praticar corretamente.

Resultados totalmente dentro da previsão, pois, passaram-se duas semanas. Esperamos melhorar esse índice com o decorrer dos encontros.

No geral os participantes estão melhores, mais animados e empenhados em alcançar os objetivos.

Existem vários adágios populares que demonstram que é possível praticar e alcançar os objetivos definidos com paciência e persistência, um deles, diz o seguinte:

“De grão em grão a galinha enche o papo”.

Nesta mesma aula, exemplifiquei com um barbante de palha. Cortei em pedaços idênticos e distribui um pedaço para cada participante. Solicitei que, do jeito que estava, tentassem arrebentar. Todos tentaram e não conseguiram.

Perguntei então, qual era a forma mais adequada para conseguir cortar o barbante ao meio sem precisar de objetos cortantes. Pensativos, responderam que o mais adequado seria cortá-lo fio a fio e assim o fizeram.  Demorou certo tempo, mas conseguiram!

Através desta prática concluímos que podemos chegar onde queremos e conquistar nossos objetivos, desfiando e arrebentando cada fio no tempo que for necessário para arrebentarmos a corda.

Criar a intenção de alcançar o objetivo.

Agora definir a intenção do objetivo semanal, mensal… De maneira clara e exata, desapegar e deixar nas mãos de Deus.

Esta é uma decisão interior. Procurar fazer as práticas com alegria, felicidade e gratidão, isto é, de maneira que a mudança seja de dentro para fora.

O importante é iniciar ainda hoje, assim o tempo da chegada estará se aproximando dia a dia.

Para atingir a alma da pessoa, só tem um caminho – através da verdade, e não da pseudo verdade.

 

[CASAMENTO] DAR VIDA PARA GANHAR VIDA

Para alcançarmos o que quer que seja, precisamos criar condições para merecer. Pedir, mas não fazer nada, é o mesmo que não sair do lugar. Pedir e buscar a mudança interior é o primeiro passo para nossas conquistas. O sucesso é proporcional ao nosso esforço.

Certa época, acompanhei uma jovem casada que sofria de fortes crises de depressão, angústia e medo, diagnosticadas pelos médicos como Síndrome do Pânico. O marido não aguentava mais seu estado, suas crises, seu desinteresse pela casa, por ele, sua indiferença em relação a tudo que lhes dizia respeito. Começou a pensar na separação.

Essa jovem tem uma condição financeira bastante privilegiada: é abençoada por Deus com uma bela casa, um barco confortável para passear nos finais de semana (hobby do marido), carro do ano, viagens nacionais e internacionais frequentes, empregada. Tinha tudo o que qualquer ser humano pudesse sonhar, motivos de sobra para agradecer, mas me disse:
– Trocaria todo dinheiro que tenho, todos os meus pertences, pela felicidade.

Perguntei-lhe:
– O que você faz com as horas do seu dia?

– Eu vou à Igreja e quando chego em casa não tenho disposição sequer para arrumar uma gaveta ou cuidar de uma planta.
Apenas me deito e telefono para algumas pessoas para desabafar um pouco.

Então orientei:
– está na hora de você criar vida. Para se ter vida, é necessário dar vida à própria vida. Você tem tudo, materialmente falando, mas não dá vida a nada.

E continuei:
– A partir de hoje, é você quem cozinhará para seu marido, e coloque muito amor no tempo que você disponibilizará para esta tarefa. Cuide de suas plantas, colocando em cada uma o objetivo de crescer e se tornarem belas. Espalhe arranjos florais por toda sua casa e organize todas as coisas, principalmente as do seu marido. A partir de agora, você fica para segundo plano, coloque a felicidade do seu marido em primeiro lugar.

Ela saiu determinada a praticar. Passados trinta dias, veio me contar o resultado:

– Minha vida mudou como num passe de mágica. No começo, não acreditei muito na força da sua orientação, mas eu não tinha mais nada a perder. E obedeci à risca. Quando dei por mim, minhas hortênsias estavam todas floridas, as samambaias soltaram brotos fortes e bonitos e até a vizinha veio bater à minha porta, perguntando o que eu tinha feito com meus vasos de antúrio que estavam belíssimos. Eu ia dando vida às plantas, às coisas e toda essa vida ia retornando para mim. Até minha cachorrinha, que vivia doente e dormindo como eu, está esperta e feliz.
Eu, como orientador, chego a inflar de tanta alegria ao ouvir alguém transformar sua vida assim, enchê-la com a Luz de Deus, Luz da Verdade. Essa Luz é a verdadeira felicidade, que não reside numa bela casa, no dinheiro, no marido.

Ela é mais sutil, depende do interior de cada ser humano, da prática do altruísmo: dar vida para receber vida.

E seu relato não parou por aí. Ela continuou:
– Fiz uma viagem de 15 dias para Angra dos Reis. Fomos de barco: eu, meu marido e uns amigos. Preparei tortas, bolo de chocolate, carnes frias, pães enrolados, uma série de coisas que meu marido gosta, sempre com o tempero que o senhor me falou: “amor”. Fiquei espantada e até assustada com tantos elogios que recebi dos amigos do meu marido. Cheguei a ficar sem jeito. Eles davam os parabéns ao meu marido pela esposa que tinha, e as esposas vinham pedir-me as receitas. Não houve quem não elogiasse cada coisa que preparei com carinho. Mas fiquei ainda mais emocionada quando meu marido me parabenizou e elogiou-me diante de todos. Nesse gesto, eu entendi a felicidade enorme que existe nas mínimas coisas, até mesmo nos afazeres da casa.

Hoje essa jovem é cheia de vida e tem sempre objetivos:
– Eu coloco minhas metas, mas não fico olhando só até onde eu quero chegar, senão eu desanimo, pois sonho grande. Como o senhor me ensinou, vou sempre analisando o que eu fui e como estou hoje, aí vejo que já mudei bastante e crio ainda mais vida.

O marido dela, espantado e feliz com a mudança positiva, vendo-a cozinhando deliciosamente, arrumando armários, voltando a gostar da casa, perguntou-lhe:
– Você está bem? Está com febre? Está variando das ideias?
Claro que ele, observando a mudança dela, também procurou mudar como marido e alegrá-la ainda mais. E outra difi culdade que ela tinha, devido à Síndrome do Pânico, era dirigir o carro sozinha. Há quatro anos só dirigia até a faculdade, mas nunca à noite e nem em horários de trânsito pesado.

Hoje dirige e faz tudo normalmente.

Dando vida, ganhou vida. Foi assim que essa jovem descobriu a felicidade.

 


História extraída do livro “A Felicidade no Casamento está Dentro de Cada Um” e está disponível para compra aqui.

[PESO IDEAL] – OBESIDADE SOB CONTROLE E A BUSCA DO EQUILÍBRIO DO PESO

Na matéria anterior, através da reflexão sobre como e em quanto tempo as pessoas alcançam determinado sobrepeso, concluímos que se cuidarmos da saúde diariamente sem querer diminuir bruscamente o peso, chegarão ao objetivo determinado trilhando caminho de volta. Adquirindo autoconfiança e a esperança de conseguir atingir o seu objetivo ao longo do tempo. Um processo que será consolidando dia a dia, mês a mês… Alcançando a meta definida, certamente chegará lá bem antes do que imagina.

Com essa postura conseguiremos transformar o pessimismo em otimismo, vislumbrando o caminho a seguir sem sacrifício e em direção ao peso ideal, sem se preocupar com o resultado a curto prazo.
Naturalmente enfrentarão diversas dificuldades, desânimos e incertezas mas o que valerá é a persistência, desenvolvendo esse novo estilo de vida mais saudável, com sonen (pensamento) grande, forte e constante. O mais importante em qualquer projeto/plano é o resultado a ser alcançado.

Nesse caso o objetivo é alcançar o peso ideal para se sentir mais saudável e feliz. Para isso vamos, em primeiro lugar, atingir níveis como:

  1. Adquirir a confiança de que você tem condição para chegar lá.
  2. Que seja de maneira prazerosa.
  3. Com a esperança de que praticando no dia a dia alcançará o objetivo.
  4. De que no término das orientações consiga dar sequência a essa nova forma de viver através do exercício, sem dependência e sem correr o risco de voltar a ganhar peso.

Daqui para frente levaremos o projeto em forma de parceria. Esta é a nova postura da era do dia para obtermos o melhor resultado contando com a participação espontânea dos participantes. Como se fosse o novo livre arbítrio, totalmente concorde com as orientações e sugestões apresentadas.

Por exemplo, como pensar e agir para o bem do outro, isto é, a minha missão é sugerir a prática e auxiliar na realização da mesma. Como sem as práticas não acontecerão os resultados almejados, vamos privilegiá-las!

Seguindo essa linha de parceria colocaremos ordem no campo da espiritualidade para que tudo esteja alinhado para acontecer no tempo certo e de maneira natural. A primeira parceria e mais importante é com Deus; A segunda com os nossos antepassados, principalmente o espírito guardião; E, finalmente, a terceira parceira é a nossa. Temos a missão de ajudar a cada um nas tarefas passadas e nas práticas realizadas.

Como irá funcionar?
O objetivo comum de todos os envolvidos é alcançar a verdadeira saúde para poder ser útil aos outros.
Antigamente, quando eu cobrava as tarefas, era um festival de justificativas negativas. Isto é, não tinha razão para praticar então o espírito secundário ficava feliz detonando o grande objetivo.
Agora, no mundo da era do dia (verdade, transparência e ordem), todas essas práticas da forma que não estavam evoluindo não levarão a lugar nenhum. O resultado será extraordinário se utilizarmos, além das nossas forças, a grande força de Deus (que é onipresente, onisciente e onipotente).

Força do Homem: fh = x
Força de Deus: FD = xn

fh + FD = x + xn

Acontecerá o milagre e tudo poderá se concretizar.

Na parceria com Deus, Ele sempre faz a parte Dele que normalmente é a metade e cabe ao homem realizar a outra metade que corresponde à sua missão e assim se atinge meta desejada.

A materialização acontecerá de acordo com o empenho, esforço e tamanho da nossa atuação.

Portanto, com essa parceria será possível alcançar o objetivo definido, desde que façamos a nossa parte. Para isso basta se esforçar para SER ÚTIL A DEUS E AO PRÓXIMO.

Se esforçar para receber obrigado das pessoas através de atitudes que as façam felizes, estar sempre alinhado à vontade de Deus procurando praticar os valores (10 mandamentos, 7 virtudes capitais).

No final, conseguindo realizar as práticas e seguindo com o foco em direção ao objetivo, certamente de maneira natural será alcançado o grande milagre: o Peso ideal – equilibrado – que nos trará a felicidade tão almejada.

[CASAMENTO] NÃO ADIANTA PROCURAR FORA O QUE SÓ PODE SER ENCONTRADO DENTRO DE SI

Uma senhora que acompanhei por um tempo, quando veio falar comigo, já estava casada há sete anos. Ela trabalhava no que sempre sonhara e não tinha muita paciência com os filhos. Seu casamento era conflito puro! Sua primeira e maior prioridade era seu trabalho, vindo depois a família, os filhos e o marido. Nessa ordem mesmo: o marido no final da lista. Os filhos, na época com três e cinco anos, ficavam com a babá e se afeiçoaram mais a ela do que à mãe, que tendia a ser bastante intolerante com eles. Ela detestava cozinhar e fazer os serviços de casa.

Dedicava-se de corpo e alma ao trabalho, onde passava a maior parte de seu tempo. Apaixonou-se pelo chefe e, como não podia deixar de ser,
os conflitos tornaram-se insuportáveis, pois ela não dava atenção para o marido (mesmo antes do relacionamento com o chefe) e não sentia nenhuma gratidão por ele, o que acarretou na separação do casal. Cega de tanto egoísmo, dizia para si mesma que a separação era principalmente pelos filhos, que não precisariam mais presenciar tantos conflitos. Mas ela nunca ouviu os filhos para saber o que realmente sentiam, e assim, concretizou-se a separação.

Antes de ocorrer esse desfecho, eu a orientava sempre a deixar de trabalhar, pois ela não precisava disso, uma vez que o marido tinha boas condições financeiras, o que lhe permitiria ficar mais com os filhos. Mas ela, apesar de vir a mim dizendo que buscava orientação, na verdade procurava alguém que lhe desse razão para fazer o que fazia. Não me ouviu, assim como não ouvia ninguém, e acabou se separando.

Na época, fiquei preocupado não por ela ter feito o que quis, mas sim por não ter entendido a importância de mudarmos características que provocam sofrimento tanto em nós como nas pessoas que estão à nossa volta. Como o problema estava dentro dela e em seu egoísmo, eu sabia que a separação com o marido e a nova união com a outra pessoa também tenderiam, com o tempo, a dar errado. Se ela não entendesse que deveria aprender a agradecer o que tinha, agradecer as pessoas que Deus lhe oferecia para cumprir missão, ninguém daria certo com ela. Ela tinha que aprender a ser mais “dócil” com a vida, e quando digo dócil quero dizer uma pessoa que aprende a deixar que a Vida (Deus) lhe conduza, procurando sempre o caminho interior, e não o exterior. Não adiantaria mudar de marido, se a falta de gratidão e de entrega a Deus vivia dentro dela.

Passado um tempo de sua separação, ela veio novamente me procurar. Chorava muito e dizia que estava arrependida de ter se separado. Na ocasião, só pude lhe dizer:
– Empenhe-se para merecer o sentimento de perdão de seu marido. Antes eu lhe disse que deveria agradecer o marido que tinha. Agora, mais do que isso, faça por merecer seu perdão.

O marido sofreu muito quando ela partiu. Pensou em sumir, dar fim à vida, ficou completamente desorientado. Sentia a falta dos filhos e dela. Ele passou a carregar essa culpa.

Quando foi morar com o novo parceiro, ela impôs até aos filhos que aceitassem essa nova união, sem consultá-los. Mas aí a situação piorou,
pois os filhos dela passaram a ter muitos conflitos com os filhos dele. À medida que as tensões aumentavam, ela passou a refletir sobre tudo o que eu havia lhe orientado um dia. Disse a si mesma: “Que enorme besteira eu fiz! O problema está mesmo dentro de mim. E estou querendo mudar fora de mim. Meus filhos estão sofrendo demais, sentem a falta do pai. E que sempre foi um excelente pai! E ainda presenciam conflitos. Só que agora entre mim e meu companheiro. Meu marido era o melhor homem do mundo e só eu não enxergava isso. Meu Deus, o que fiz? Joguei tudo fora.

As pessoas que não mudam por amor acabam tendo que mudar pela dor.

Quem não amolece o coração com o amor e a gratidão, acaba tendo que suavizá-lo através do sofrimento, pois Deus tem um amor incondicional por nós e, querendo nosso crescimento, Ele envia lições para aprendermos: umas de forma doce, suave e fácil; outras mais rigorosas, quando a gente é “cabeça dura” e não aprende com suavidade. É sempre bem mais fácil seguir a direção da gratidão e do amor, mas é incrível como as pessoas enveredam pelo caminho do sofrimento, que elas constroem por si mesmas, para poderem aprender.

Não demorou muito para essa jovem senhora ver no seu atual parceiro as mesmas características que ela sempre teve: egoísmo e intransigência. Ele era o seu espelho exato. Além de tudo, ela ainda passou a sofrer com dificuldades financeiras. Conclusão inevitável: separou-se novamente.

Só que aí resolveu aprender e crescer. Passou a buscar sua mudança interior. Mas com a Verdade! O primeiro ponto que logo despertou: o
marido maravilhoso que ela teve e havia deixado para trás! Começou a sentir muita gratidão por ele e grande arrependimento de ter se
separado.Decidiu ficar sozinha por um tempo e crescer. Passou a ir mais assiduamente na religião que praticava, para vincular-se de novo a Deus, buscando algo que sempre lhe faltou: a verdade dentro de si. Queria tornar seu coração mais altruísta. Ela mesma relatou:
Estando sozinha, aprendi a ceder, a ser mais tolerante, ter mais humildade e paciência com a vida.

Até então o ex-marido nem conversava com ela e, por quatro anos, ficou ausente. Mas com a mudança dela, que passou, inclusive, a agradecer seus antepassados e pedir perdão aos do seu marido, que haviam lhe confiado uma missão e ela não tinha entendido e, por egoísmo, fez todos sofrerem (ela, marido e filhos), o ex-marido começou a se aproximar mais dela e dos filhos.

Ela pediu perdão a ele, explicou tudo o que aprendera com o sofrimento e manifestou o desejo de se reconciliar.
Durante os anos de separação, ele namorara outras mulheres, mas não tinha se firmado em nenhuma relação. E ele foi percebendo que ela, agora, colocava mais amor nos afazeres domésticos, tratava os filhos de forma diferente e até cozinhava! Tornaram-se bons amigos e ele passou a ajudá-la mais. Até seu seguro-saúde ele continuava pagando, como se ainda fossem casados.

Estando mais perto dele, agora como amiga, ela foi vendo quantas qualidades ele tinha e que ela nunca soube agradecer. Então, passou a
agradecer por tudo. Com isso, ele acabou confessando que seu sonho era viver junto dela de novo, pois sentia mais tolerância e segurança nela agora.

Se reconciliaram e hoje ela faz de sua família um lar feliz. Agradece por tudo que tem e por ter conseguido reconstruir tudo. Depois disso, ela
passou a orientar amigas que estavam com o mesmo problema. Inclusive, ajudando uma delas, conseguiu fazê-la mudar e impediu uma separação que tenderia a ser como a sua.

Ela mesma me disse, ao final de tudo:
Me arrependi muito de como fui. Hoje sou outra pessoa, muito menos egoísta. Aprendi a agradecer a família linda que tenho e o marido
maravilhoso que mereci.
Eles hoje vivem juntos e são muito felizes. Deus concedeu a ela – que despertou para a verdade de que os problemas vivem dentro de nós e que aprendeu a agradecer – um “final feliz” para essa bonita história de amor.


História extraída do livro “A Felicidade no Casamento está Dentro de Cada Um” e está disponível para compra aqui.